quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A CONCEPÇÃO DE TRABALHO E TRABALHO INFANTIL E SUA RELAÇÃO COM A EDUCAÇÃO

Questões para reflexão:
Qual a minha concepção sobre trabalho? O que sei sobre trabalho infantil? Qual a situação do trabalho infantil na minha escola e/ou no meu município? Será que o trabalho interfere nas aprendizagens dos meus aprendentes? Por quê?
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O que é trabalho? O que é trabalho infantil? O que se entende por condições injustas de trabalho infantil? Quais as possibilidades de uma criança privada da educação e do saber se tornar adulta com condições de vida digna? Essas são algumas das indagações da literatura sociólogica e educacional sobre o assunto e, também, uma peocupação dos organismos nacionais e internacionais relacionados com a problematica da infância.
Já vimos, no texto anterior, que os conceitos variam segundo a época, o contexto e a cultura. A palavra trabalho tem hoje uma série de diferentes significados, de tal modo que o verbete, no Dicionário do “Aurélio”, dedica-lhe vinte acepções básicas e diversas expressões idiomáticas. Dos primórdios da humanidade até os nossos dias, o conceito de trabalho, da mesma forma que o conceito de infância, foi sofrendo alterações ao longo da história, sendo-lhes atribuídos diferentes domínios e valores. Do Egito à Grécia e ao Império Romano, atravessando os séculos da Idade Média e do Renascimento, o trabalho foi rechaçado e considerado de forma desprezível como algo destinado a escravos e servos.
Com a evolução das sociedades e o surgimento de novas formas de produção e de organização social, os conceitos alteraram-se. O trabalho-tortura, maldição, deu lugar ao trabalho concebido como fonte de realização pessoal e social; como meio de dignificação da pessoa e de transformação do mundo. Concebido, ainda, como um meio de os seres humanos estabelecerem relações entre si e de criarem e renovarem a cultura. Na atualidade, ele é visto como uma forma de completar o indivíduo e de contribuir para seu desenvolvimento enquanto ser humano.
Entretanto, o modo como uma determinada sociedade se organiza para o trabalho e o tipo de relações que se estabelecem na produção, ao invés de contribuir para o desenvolvimento do ser humano, podem levar à sua desumanização e à alienação. Há trabalhos que embrutecem, deformam e não dão condições para o indivíduo escapar da situação de penúria e de privação na vida pessoal, familiar e social. Não existe, portanto, uma concepção única de trabalho aceita pela sociedade, porque cada uma delas, surgida historicamente, não elimina as anteriores, elas se põem em luta, coexistindo e competindo entre si. Quanto mais recente a origem de determinada concepção, mais diversificadas as influências do conhecimento humano em sua construção, ou seja, tendem a ampliar o nível de complexidade.
Estas concepções propagam-se pelas sociedades, por intermédio de vários agentes socializadores, destacando-se o próprio ambiente de trabalho (incluindo aí a gerência), o sindicalismo, as organizações educacionais, os governos, os partidos políticos, as organizações religiosas e a família.
O atual conceito genérico ‘trabalho’ esconde muitas formas de atividades, servindo como uma espécie de “guarda-chuva” que abriga todas as atividades humanas. Na sociedade do trabalho (e, atualmente, do desemprego), “todo ato humano é trabalho”. É trabalho a atividade realizada pela mulher que cuida das crianças em casa; é trabalho aquilo que o operário faz na indústria; é trabalho a composição de uma música ou o ato de pintar um quadro. A noção ‘trabalho’ tornou-se onipresente. O trabalho é como o ar que se respira. Tudo remete a ele e tudo dele depende.
Entender o conceito de trabalho obriga o pesquisador a levantar questões sobre a sociedade e sua organização, sobre o funcionamento da economia, das relações laborais e do mercado e a questionar sobre os modelos dominantes das relações sociais de gênero e sobre os princípios e fundamentos da igualdade entre mulheres e homens. Na especificidade desse estudo, é necessário perguntar: Partindo-se do atual conceito de trabalho, o que é trabalho infantil? Segundo definição do UNICEF, o trabalho infantil é toda forma de trabalho exercido por crianças e adolescentes, abaixo da idade mínima legal permitida para o trabalho, conforme a legislação de cada país (UNICEF, 1990). Esse recorte da idade é móvel, variando de sociedade para sociedade e, em cada uma, muda também de acordo com a compreensão do que seja infância e adolescência e o momento produtivo.
No Brasil, a Constituição de 1891 instituía a idade mínima de 12 anos para a entrada no mundo do trabalho. As Constituições de 1934, 1937 e 1946 ampliaram a idade mínima para 14 anos. Porém, em 1967, em plena ditadura militar, novamente se recuou esse limite para 12 anos. Atualmente, a legislação brasileira, por meio da Emenda Constitucional 20/98 e da lei sancionada em 19 de dezembro de 2000 (BRASIL, 2000) - que altera disposições da CLT- Consolidação das Leis Trabalhistas - determina que a idade mínima para a entrada no mundo do trabalho é de 16 anos. O trabalho noturno, perigoso ou insalubre, é permitido apenas a maiores de 18 anos. E apenas na condição de aprendiz o adolescente pode exercer trabalho remunerado, dos 14 aos 16 anos, com direitos trabalhistas garantidos, em jornada e regime especificados na lei: “É proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos” (BRASIL, 2000).
A legislação brasileira é uma das mais rígidas em relação à idade mínima de ingresso no mundo do trabalho, equiparando à dos Estados Unidos e da França. Na Inglaterra, por exemplo, a idade mínima é de 13 anos; na Bélgica e na maioria dos países da América Latina, é de 14, e em países como Suíça, Alemanha, Itália e Chile, a idade mínima é de 15 anos. ( Cf. KASSOUF, 2005). A compreensão do que é trabalho infantil também contempla certos aspectos de tradições culturais dos diferentes lugares do mundo. Em algumas sociedades, a transmissão cultural ainda se realiza oralmente, não havendo registros escritos de sua história, técnicas ou ritos.
Assim, na agricultura tradicional ou na produção artesanal, crianças e adolescentes realizam trabalhos sob a supervisão dos pais, como parte integrante do processo de socialização – quer dizer, um meio de transmitir, de pais para filhos, técnicas tradicionalmente adquiridas. Esse trabalho pode ser também motivo de satisfação para as próprias crianças (BEQUELLE, 1993, p. 22). Partindo dessa compreensão, o sentido do aprender a trabalhar varia de acordo com a cultura e com as sociedades, dependendo do momento histórico em que elas se encontram. Mas a situação de trabalho como parte do processo de socialização não deve ser confundida com aquelas em que as crianças são obrigadas a trabalhar regularmente, ou durante jornadas contínuas, para ganhar seu sustento ou o de suas famílias, com conseqüentes prejuízos para seu desenvolvimento educacional e social.
Seguindo esse raciocínio, as condições de exploração e os prejuízos à saúde e ao desenvolvimento da criança ou do adolescente que realiza a atividade é que seriam parâmetros para se caracterizar o trabalho infantil. No entanto, é preciso lembrar que o mero fato de trabalhar “em casa” ou “com a família”, em algumas circunstâncias perversas, não descaracteriza o trabalho infantil. Mesmo no espaço do trabalho em família, sabe-se que muitas crianças são submetidas a estafantes jornadas de trabalho na lavoura familiar ou são responsabilizadas por todos os serviços domésticos e cuidados com os irmãos menores em casa, sem que lhes seja garantido, por exemplo, tempo para ir à escola ou para brincar.
Por outro lado, essa preocupação não pode ser radicalizada no sentido de excluir a participação das crianças e dos adolescentes em tarefas domésticas. Essa participação se reveste de caráter educativo e formador do senso de responsabilidade, pessoal e em relação ao núcleo familiar. Atualmente, na luta pelo reconhecimento dos direitos da criança e do adolescente, um parâmetro mais claro tem sido colocado: ainda que seja para garantir a continuidade de uma tradição familiar, para dividir responsabilidades no interior da casa ou para ajudar na lide do campo, o trabalho de crianças não pode impedir que elas exerçam seus direitos à educação e à brincadeira, condições essenciais a seu pleno desenvolvimento.
O trabalho infantil é comum em inúmeros países. Um exemplo de um desses países é o Brasil, em cujas regiões mais pobres esse trabalho é bastante comum. A maioria das vezes ocorre devido à necessidade de ajudar financeiramente a família. Muitas dessas famílias são pobres e têm muitos filhos. Estudos realizados por Kassouf (2005) indicam que, nos últimos dez anos, graças à disponibilidade de micros dados de pesquisas domiciliares levantadas em diversos países e de análises econométricas voltadas ao tema trabalho infantil, economistas começam a entender melhor o que leva as crianças a trabalharem.
A pobreza, a escolaridade dos pais, o tamanho, e a estrutura da família, o sexo do chefe, a idade em que os pais começaram a trabalhar, o local de residência, entre outros, são os determinantes mais analisados e os mais importantes para se explicar a alocação do tempo da criança para o trabalho. A pobreza, como esperado, é o determinante mais controverso dentro da literatura sobre trabalho infantil. Basu e Tzannatos (2003) ressaltam que “filhos de advogados, médicos, professores e, em geral, da população de classe média alta não trabalham na infância” (KASSOUF, 2005). Vários estudos mostram que o aumento da renda familiar reduz a probabilidade de a criança trabalhar e aumenta a de ela estudar ([Nagaraj (2002), Edmonds (2001), Kassouf (2002)] In Kassouf, op. Cit). Em nível mais macroeconômico, segundo a citada autora, observa-se que as nações que se tornaram mais ricas apresentaram uma redução no trabalho infantil. Tanto na China quanto na Tailândia e na Índia, o crescimento do produto interno bruto foi acompanhado pelo declínio do trabalho infantil.
Dados em painel, coletados no Vietnam, mostram que, de 1993 a 1998, houve um crescimento percápita do PIB de 6,5% ao ano, e o trabalho de crianças de 5 a 15 anos, nesse período, caiu 26%. Por outro lado, há estudos empíricos que falharam em encontrar uma relação entre renda e trabalho infantil ([RAY (2000), BARROS et al. (1994); BHALOTRA e HEADY (2003)] In: KASSOUF, op. cit.). Utilizando dados da área rural de Gana e do Paquistão, mostraram que famílias que são proprietárias de maiores áreas de terra onde trabalham tendem a fazer seus filhos trabalharem mais. Como a posse de áreas maiores de terras tipicamente é associada a uma maior riqueza, os autores sugerem que um maior nível de pobreza não está relacionado ao aumento do trabalho infantil.
A principal razão para esse resultado é de que indivíduos com posse maior de terra têm oportunidade de usar, de forma mais produtiva, a mão-de-obra familiar. Portanto, isso não significa que a pobreza não seja um determinante do trabalho infantil, mas sim, que o trabalho infantil responde a incentivos e oportunidades que surgem com as imperfeições no mundo do trabalho. A maioria das pesquisas realizadas inclui, nas equações explicativas, o trabalho infantil e o desempenho escolar. Quando prematuro e dissociado da escola, o trabalho infantil limita as oportunidades de emprego a postos que não exigem qualificação e que dão baixa remuneração, mantendo o jovem dentro de um ciclo repetitivo de pobreza já experimentado pelos pais.
Essa é a história de Neide, uma adulta, nordestina, empregada doméstica e chefe de família, de 38 anos. Filha de pais analfabetos e desempregados, Neide começou a trabalhar antes dos cinco anos, ajudando a mãe a cuidar de cinco outros irmãos menores. Aos sete anos, ultrapassou os limites das quatro paredes da casa de taipa e começou a enfrentar outro mundo, uma nova realidade, vendendo verdura na feira e, depois, amendoim no centro da cidade. Aos nove, foi morar com uma senhora, que a levou para casa e começou a lhe ensinar os trabalhos domésticos. Aprendeu a ler e a assinar o seu nome praticamente sozinha, com a ajuda da patroa. Nunca mais deixou de ser empregada doméstica. Gostaria de ter estudado para trabalhar em um supermercado, mas não pode fazer as duas coisas.
Apesar de ser esse o seu presente e de não ter tido nenhuma recompensa pela “infância não vivida”, hoje, mãe de três filhos, dois deles, meninos, Neide continua a reproduzir a negação da infância através dos filhos. Suas experiências de trabalho na infância, agora adotadas pelos filhos, são vistas como alternativas para que eles “tenham uma condição de vida digna”, pois essas crianças e adolescente, “trabalhando, ganham um dinheirinho e evitam “vagabundear” pelas ruas, se drogando e “fazendo coisa mal feita”. Afinal, eles vão à escola, mas não “gostam de estudar e pouco sabem ler”. Por isso é preferível que carreguem feira em um carrinho de mão no horário da manhã a ficarem soltos na rua.
Assim, podemos concluir esse texto, questionando: O que aprendi sobre o trabalho e sobre o trabalho infantil? Posso considerar como trabalho a mendicância das crianças? Posso considerar a mendicância infantil como trabalho? Afinal, considerando a situação social das famílias pobres, sou contra ou a favor de uma criança trabalhar?
Leia mais sobre o trabalho infantil visitando os links:
http://www.blogbrasil.com.br/ministerio-do-trabalho-e-do-emprego
http://www.blogbrasil.com.br/trabalho-infantil-no-brasil

Texto da UFPB VIrtual
Curso de Pedagogia  à Distância

terça-feira, 15 de março de 2011

Radiação... pior arma!

Risco nuclear no Japão faz ex-soldado que vive em SP relembrar tragédia.
'A radiação tem poderes que ninguém nunca mais pode conter', afirma.

Para o comerciante Takashi Morita, as imagens do Japão arrasado pelo terremoto, pelo tsunami e agora sob o temor do risco nuclear são um “pesadelo”. Aos 87 anos e morando em São Paulo desde 1956, ele sobreviveu, em 6 de agosto de 1945, à bomba nuclear jogada sobre a cidade japonesa de Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial. A bomba explodiu a cerca de 1,3 km de onde Morita estava. Na época, ele era soldado da polícia japonesa e tinha 21 anos.

“Isso que está acontecendo no meu país me faz sofrer muito, é muito triste. Nós, os sobreviventes das bombas nucleares, lutamos pela paz e contra a energia nuclear. A radiação é a pior arma que existe. Não tem cheiro, não podemos vê-la, não tem barulho, não deixa rastro. As pessoas vão sentir seus efeitos ao longo do tempo”, diz o comerciante.
Hoje, ele é presidente da Associação das Vítimas da Bomba Atômica no Brasil, que integra 120 sobreviventes da tragédia e seus descendentes.

Quando a bomba atômica atingiu Hiroshima, o soldado vestia uniforme militar e acredita que por isso foi protegido. Como usava boné, também não teve problemas no rosto, mas sofreu uma queimadura grave na nuca, o que o impediu de continuar ajudando no resgate das vítimas por muito tempo.
“Depois da bomba, todos os sobreviventes deixaram Hiroshima, porque a radiação se alastrava. Mas eu fiquei durante dois dias, só carregando corpos, ajudando pessoas. Nestes dois dias, não comi nem bebi nada na cidade. Tudo podia estar contaminado e me contaminar por dentro. Se a radiação entra dentro de nós, daí não tem salvação”, afirma.

“Eu também estava em missão, trabalhando, não sentia fome. Depois, no terceiro dia, meu comandante me mandou ir para um hospital fora da cidade cuidar da queimadura, que estava ficando ruim”.

Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo

Terremoto e Tsunami

Subiu para 3.373 o número de mortes causadas pelo terremoto e pelo tsunami que atingiram o Japão no dia 11 de março, segundo boletim oficial divulgado nesta terça-feira. De acordo com o governo do país, 6.746 estão desaparecidos.
Estimativas indicam que o número de vítimas fatais pode ultrapassar 10 mil. Mais de 500 mil pessoas estão desabrigadas, enquanto dois milhões de residências permanecem sem eletricidade e quase o mesmo número, sem água.
As equipes de resgate continuam buscando sobreviventes. Nesta terça-feira, uma mulher de 70 anos foi resgatada com vida, quatro dias após o terremoto.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O que é bullying?

“Ô, orelha de abano, passa o livro!”, “Peraí, boca de lata”.
“E a classe toda cai na risada.”
Esse ambiente parece normal para você? O nome dado a essas brincadeiras de mau gosto, disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying.
O termo é usado quando crianças e adolescentes recebem apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações, ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por parte dos colegas.
O que diferencia o bullying de brincadeiras inocentes é a repetição da atitude agressiva, sem motivação aparente, causando dor, angústia, vergonha, sensação de impotência e ansiedade em suas vítimas.
O Bullying vem ocorrendo em escolas por todo o mundo, é um tema amplamente discutido, atualmente, e, de acordo com especialistas, essas brincadeiras pesadas são mais comuns entre a 5ª e a 9ª séries.
E pode acarretar sérias conseqüências ao desenvolvimento psíquico dos alunos, gerando desde queda na auto-estima até, em casos mais extremos, o suicídio e outras tragédias. Alguns sinais são o isolamento e a queda do rendimento escolar. Bullying é um assunto sério e que deve ser analisado seriamente pelos pais, professores, pedagogos, psicólogos, psiquiatras e outros profissionais.
BULLYING NÃO É BRINCADEIRA, É COISA SÉRIA
E se você que esta lendo essa tópico agora já foi vitima de Bullying, por favor, comente sobre isso e como você conseguiu superar.

O que é bullying?


Bullying 
É uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

“É uma das formas de violência que mais cresce no mundo”, afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro "Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz" (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa. Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.

domingo, 12 de dezembro de 2010

MENOPAUSA

O mesmo sentimento de "despreparo" que a menina tem diante da primeira menstruação, muitas mulheres maduras sentem quando chega a menopausa. Quem está passando por esta fase precisa entender a transformação como parte do ciclo de vida e aceitar com naturalidade.
Ao contrário do que muita gente pensa, é possível lidar com os sintomas sem o uso de medicamentos. Atividade física e alimentação saudável são fundamentais.
Tire suas dúvidas:
::: Qual a diferença entre climatério e menopausa?
O climatério é o período de transformação em que ocorre a diminuição das funções ovarianas (produção de estrogênio e progesterona), também chamado de transição menopáusica. Há um sangramento que vai e volta, a intervalos curtos ou longos. Pode haver diminuição ou aumento do fluxo. Já a menopausa é uma data que só pode ser definida 12 meses depois da última menstruação. Se a mulher parou de menstruar em 19 de agosto de 2009, apenas em agosto de 2010 é que vai ter certeza de que naquele dia entrou na menopausa.
::: Os sintomas são hereditários?
Sim, e também têm a ver com a raça. Sempre se recomenda que as mulheres mais novas da família conversem com as mais velhas para terem uma ideia de como são ou eram os sintomas delas.
::: Pode-se prevenir o aparecimento dos sintomas?
Não, mas há atitudes e tratamento para minimizá-los quando muito intensos. A melhor dica é investir no que é prazeroso e ficar longe do estresse. Cuidados como não fumar, evitar bebidas alcoólicas em excesso, praticar exercícios físicos, ter uma alimentação saudável e um bom relacionamento amoroso também ajudam.
::: Pode haver sangramento anos depois de estabelecida a menopausa?
Sim. Porém, esse sangramento precisa ser investigado para identificar se há patologia. As mais comuns são alterações do revestimento interno do útero (endométrio) ou resultado do uso de alguma medicação.
::: A mulher pode engravidar na transição menopáusica?
O ovário não desliga como se fosse uma lâmpada, portanto, é possível, sim. É recomendado manter o anticoncepcional. É uma forma, também, de aliviar os sintomas que já começam nessa fase. É claro que uma gravidez nesse período exige mais cuidados, mas a medicina está tão avançada que é perfeitamente possível ter uma gestação bem-sucedida.
Fonte: Cláudio Krahe, ginecologista, autor de "Menopausa - o que Esperar e como Resolver", (Editora Artes e Ofícios, 110 páginas, R$ 21).